E dentro de um corpo quase sem vida
volta a bater um coração aflito.
Por alguns momentos estável.
Uma breve sensação de leveza
acaba por sobrepor todo aquele medo.
Em outro instante já imóvel.
O coração não se importa.
Quem se importaria?
Com este corpo quase sem vida.
Quem se importa se ele voltou a bater?
Apenas leia o manual,
saiba como manuseá-lo,
não o utilize para outros fins
que não para os quais ele foi criado.
Mantendo o ritmo cardíaco
alimentando um suposto vício,
querendo evitar o inevitável.
Deixando os sonhos de lado.
E o coração se mantém
a bater sem querer saber.
Se uma taquicardia repentina
toma conta desse músculo.
E se como em qualquer outro músculo
uma cãimbra dele se apossar.
Não volte a reativá-lo,
e se nada reanimá-lo,
leia a última página do manual,
e descubra que nada lá foi escrito,
pois corações não têm manual.
E eu? Eu morrerei desse mal.
domingo, 8 de abril de 2007
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