Levaram ele embora
e agora eu ouço seus passos
me chamando atrás da porta
olho pros cantos do quarto desejando o enxergar
mas foi levado embora
até alguns dias depois
poder sentir seu cheiro, seu pelo, seus dentes
e poder brincar.
sábado, 5 de dezembro de 2009
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Eu sou você, você sou eu
Já faz três meses,
ou mais,
mais horas, dias, minutos,
e só agora vim me dar conta.
O desejo de fugir, ir até onde fosse possível
além do possível.
mudar o mundo.
mudar as pessoas.
mudar os fatos.
mudar.
mais um sonho
mudar o que acontece dentro dessa caixa cheia de idéias perdidas
os balões se estouram
um a um, até que já não conseguem carregar o peso do sonho
que cai no chão de onde ele partiu tantas e tantas vezes
e eu me pergunto onde foi parar aquela força?
aquele fôlego novo, ar quente que impulsionava-o para o alto
deve ter ficado naqueles dias em que eu era você e você era eu.
Hoje eu sou eu, e você
quem é você?
ou mais,
mais horas, dias, minutos,
e só agora vim me dar conta.
O desejo de fugir, ir até onde fosse possível
além do possível.
mudar o mundo.
mudar as pessoas.
mudar os fatos.
mudar.
mais um sonho
mudar o que acontece dentro dessa caixa cheia de idéias perdidas
os balões se estouram
um a um, até que já não conseguem carregar o peso do sonho
que cai no chão de onde ele partiu tantas e tantas vezes
e eu me pergunto onde foi parar aquela força?
aquele fôlego novo, ar quente que impulsionava-o para o alto
deve ter ficado naqueles dias em que eu era você e você era eu.
Hoje eu sou eu, e você
quem é você?
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Nó na garganta
Algo me prende aqui dentro
segura meus batimentos
faz meu corpo cárcere
impulsa as pulsasões para algo menos pulsante
bloqueia um ser pensante
me tranca dentro de mim
e minha garganta arranhando
de noite tocando o céu
passa pela faringe e volta
fica parado na goela
durante dias
e passa
passam dias até
novamente se instalar
a garganta a pulsar
mais forte que o coração
sem falar
lendo a revolução, a modernidade
lendo a população, a sagacidade
vendo passar os dias,
frio, calor e agonia
a ponta de uma agulha tocando no canto esquerdo da cabeça
e tudo isso enquanto ele dormia.
segura meus batimentos
faz meu corpo cárcere
impulsa as pulsasões para algo menos pulsante
bloqueia um ser pensante
me tranca dentro de mim
e minha garganta arranhando
de noite tocando o céu
passa pela faringe e volta
fica parado na goela
durante dias
e passa
passam dias até
novamente se instalar
a garganta a pulsar
mais forte que o coração
sem falar
lendo a revolução, a modernidade
lendo a população, a sagacidade
vendo passar os dias,
frio, calor e agonia
a ponta de uma agulha tocando no canto esquerdo da cabeça
e tudo isso enquanto ele dormia.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Me deixe no escuro
Se passa aqui dentro,
dá um passeio, vagueia pelas minhas artérias
descobre o que há de errado que não me faz ser comum
que não me faz agir ou pensar como as demais da minha espécie
percorre pela minha epiderme e vê os hematomas que meus olhos já não são mais capazes
sai
e leva contigo minha pele que é o que onde me escondo
leva junto todo o que os outros gostam de ver e que não me dá nenhum prazer em mostrar
tudo ilusão
tenho nojo desse corpo que só obedece ordens
esse corpo que não responde por si só
precisa receber mensagens ínfimas para fazer qualquer coisa
tenho nojo dessa pele gasta, tocada, desprezada, queimada, rasgada, arranhada
essa pele coberta por sebos, óleos, ácidos, infusões,
apenas para se adequar
arranque ela toda fora para que se enxergue a verdade
e, por favor
mande não inventarem mais nada que a esconda
e me deixe
no escuro
que eu preciso ter medo
preciso ter medo
de mim e de você
para nunca mais precisar de mim
nem de você.
dá um passeio, vagueia pelas minhas artérias
descobre o que há de errado que não me faz ser comum
que não me faz agir ou pensar como as demais da minha espécie
percorre pela minha epiderme e vê os hematomas que meus olhos já não são mais capazes
sai
e leva contigo minha pele que é o que onde me escondo
leva junto todo o que os outros gostam de ver e que não me dá nenhum prazer em mostrar
tudo ilusão
tenho nojo desse corpo que só obedece ordens
esse corpo que não responde por si só
precisa receber mensagens ínfimas para fazer qualquer coisa
tenho nojo dessa pele gasta, tocada, desprezada, queimada, rasgada, arranhada
essa pele coberta por sebos, óleos, ácidos, infusões,
apenas para se adequar
arranque ela toda fora para que se enxergue a verdade
e, por favor
mande não inventarem mais nada que a esconda
e me deixe
no escuro
que eu preciso ter medo
preciso ter medo
de mim e de você
para nunca mais precisar de mim
nem de você.
Tem algo aí?
Sinto meu coração cada vez menos aqui
e cada vez mais ali, descendo, escorrendo pelos outros órgão do corpo
dentro do estômago tomando um banho de suco gástrico,
derretendo
dando voltas no intestino
acariciando suas paredes
até ser jogado fora.
Numa privada suja
de um banheiro qualquer
misturado a outros tantos excrementos
e talvez tantos outros corações
que vagueiam pelas tubulações mal cuidadas da cidade
esperando chegar num lugar onde retomará seus batimentos
na esperança de chegar a algum lugar.
e cada vez mais ali, descendo, escorrendo pelos outros órgão do corpo
dentro do estômago tomando um banho de suco gástrico,
derretendo
dando voltas no intestino
acariciando suas paredes
até ser jogado fora.
Numa privada suja
de um banheiro qualquer
misturado a outros tantos excrementos
e talvez tantos outros corações
que vagueiam pelas tubulações mal cuidadas da cidade
esperando chegar num lugar onde retomará seus batimentos
na esperança de chegar a algum lugar.
domingo, 30 de agosto de 2009
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Balde de tinta
há tinta por todo o meu corpo
até a minha alma se melou dessas cores
amarelos, azúis, verdes e vermelhos
tudo sujo
quando eu nem lembrava mais
lilás
respingos, manchas
tudo imundo
por mais que eu lave
nem as quatrocentos e vinte maneiras de limpar quase tudo conseguiram tirar de mim as gotas
vermelhas
um pano limpo pra sujar e trasferir
antes de me ferir
um pano branco, ausente de colorido
me deito, faço um vestido
minh´alma se limpa ali
e leva, naquele pano,
as cores, baldes de tinta
se lava, aquele pano
desce pelo ralo
a alma, de uma menina.
até a minha alma se melou dessas cores
amarelos, azúis, verdes e vermelhos
tudo sujo
quando eu nem lembrava mais
lilás
respingos, manchas
tudo imundo
por mais que eu lave
nem as quatrocentos e vinte maneiras de limpar quase tudo conseguiram tirar de mim as gotas
vermelhas
um pano limpo pra sujar e trasferir
antes de me ferir
um pano branco, ausente de colorido
me deito, faço um vestido
minh´alma se limpa ali
e leva, naquele pano,
as cores, baldes de tinta
se lava, aquele pano
desce pelo ralo
a alma, de uma menina.
Love Tipography
é o que eu quero
transformar os sentimentos em palavras
já que foi a maneira que determinaram para conseguirmos entender o que o outro sente
ninguém se apega a passar um momento sentindo
no silêncio, esperando decifrar na respiração do outro a mensagem a ser passada
só com palavras
se traduz
se esmiuça o de dentro
talvez não com tanta intensidade
e talvez mais intenso que a intenção
do desenho das palavras se vestem meus sentimentos
que só eu sei, como estou sentindo.
transformar os sentimentos em palavras
já que foi a maneira que determinaram para conseguirmos entender o que o outro sente
ninguém se apega a passar um momento sentindo
no silêncio, esperando decifrar na respiração do outro a mensagem a ser passada
só com palavras
se traduz
se esmiuça o de dentro
talvez não com tanta intensidade
e talvez mais intenso que a intenção
do desenho das palavras se vestem meus sentimentos
que só eu sei, como estou sentindo.
terça-feira, 28 de julho de 2009
Carência
eu sou, extremamente
e finjo não ser, nem um pouco
e engano alguns, nem sempre
e descobrem a verdade, raramente
e queria não ser, não em excesso
e procuro encontrar, sem sucesso
quem não se engane, mas que finja
e que finja tão bem, que me engane
que saiba que eu sou, em excesso,
e que me supra.
e finjo não ser, nem um pouco
e engano alguns, nem sempre
e descobrem a verdade, raramente
e queria não ser, não em excesso
e procuro encontrar, sem sucesso
quem não se engane, mas que finja
e que finja tão bem, que me engane
que saiba que eu sou, em excesso,
e que me supra.
Ninguém é desse jeito.
Saiu de dentro da minha cabeça o que eu disse.
E o que eu não disse?
Veio de fora. Disseram pra mim:
Você não pode ser desse jeito, ninguém que você conhece é desse jeito!
Eu insisti e disse o que disseram que não era pra eu dizer
Se não saiu de dentro da minha cabeça,
Eu ouvi dizerem por aí que não se deve ouvir ninguém.
Eu ouvi quem disse isso e segui, não ouvindo ninguém além de quem me disse:
- Ouça bem, não se deve ouvir ninguém.
E o que eu não disse?
Veio de fora. Disseram pra mim:
Você não pode ser desse jeito, ninguém que você conhece é desse jeito!
Eu insisti e disse o que disseram que não era pra eu dizer
Se não saiu de dentro da minha cabeça,
Eu ouvi dizerem por aí que não se deve ouvir ninguém.
Eu ouvi quem disse isso e segui, não ouvindo ninguém além de quem me disse:
- Ouça bem, não se deve ouvir ninguém.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Cinco anos se passaram
E meu peito não batia
Entrou em coma induzido
Não pulsava
Só dormia
Descansando
Sendo calmo
E vivendo sem sentir
Vez por outra dava um salto
Um susto
Um supetão
Mas parava, era engano
Não voltava a pulsação
Dava algum sinal de vida
O sangue pouco circulava
Algumas veias partidas
Mas o resto funcionava
De um corpo quase estático
Que dormindo, só sonhava
Quantas vezes até tentaram
Mas de nada adiantava
Não havia movimento
Não havia água fria
Que tirasse esse corpo
De uma profunda agonia
Preso sem poder sair
Vivo sem poder fugir.
E meu peito não batia
Entrou em coma induzido
Não pulsava
Só dormia
Descansando
Sendo calmo
E vivendo sem sentir
Vez por outra dava um salto
Um susto
Um supetão
Mas parava, era engano
Não voltava a pulsação
Dava algum sinal de vida
O sangue pouco circulava
Algumas veias partidas
Mas o resto funcionava
De um corpo quase estático
Que dormindo, só sonhava
Quantas vezes até tentaram
Mas de nada adiantava
Não havia movimento
Não havia água fria
Que tirasse esse corpo
De uma profunda agonia
Preso sem poder sair
Vivo sem poder fugir.
domingo, 10 de maio de 2009
Sonho
Senti saudades de segurar tua mão e sair voando por aí, sem pensar no
que virá quando pousarmos.
Tive vontade de ligar, dizer que ainda te amo, pela última vez,
dizer que eu não esqueci nada do que nós vivemos, e que ninguém no
mundo me fez sentir do mesmo jeito de quando eu estava ao seu lado.
Queria pedir para esquecermos, tudo, tudo mesmo, que nos fez caminhar
para lados opostos
Tentei fingir que tudo não passava de um amor infantil.
E na verdade não passa mesmo.
Mas é o único tipo de amor que me completa, daqueles mais infantis,
onde não existem jogos, nem critérios, nem desejo de agradar só para
conquistar o outro, só pra dizer "ganhei o desafio";
onde agimos por impulsos e não precisamos de mais nada ao nosso redor,
nos bastamos.
Parece que ficou tarde, foi tarde pra me arrepender,
também, eu não sei agir sob pressão, agora eu só choro, e sinto a
dor da perda, da desilusão de saber que nunca mais vou ter isso pra
mim.
que virá quando pousarmos.
Tive vontade de ligar, dizer que ainda te amo, pela última vez,
dizer que eu não esqueci nada do que nós vivemos, e que ninguém no
mundo me fez sentir do mesmo jeito de quando eu estava ao seu lado.
Queria pedir para esquecermos, tudo, tudo mesmo, que nos fez caminhar
para lados opostos
Tentei fingir que tudo não passava de um amor infantil.
E na verdade não passa mesmo.
Mas é o único tipo de amor que me completa, daqueles mais infantis,
onde não existem jogos, nem critérios, nem desejo de agradar só para
conquistar o outro, só pra dizer "ganhei o desafio";
onde agimos por impulsos e não precisamos de mais nada ao nosso redor,
nos bastamos.
Parece que ficou tarde, foi tarde pra me arrepender,
também, eu não sei agir sob pressão, agora eu só choro, e sinto a
dor da perda, da desilusão de saber que nunca mais vou ter isso pra
mim.
domingo, 8 de março de 2009
Me deixa assim, tão inconstante
Inconstância me provoca
Inconstância me seduz
Ela bate a minha porta
De repente estamos nus
Nem a pele nos proteje
Nem os ossos, rigidez
Somos ralos como a neve
Derretendo outra vez
Inconstantemente sinto
Inconstantemente sou
Inconstantemente vivo
Inconstantemente vôo.
domingo, 1 de março de 2009
(idos de 2005)
Eu vi o sol nascer de novo
e lembrei que quando eu via o sol se pôr
eu queria que ele voltasse
ou que o tempo não passasse
só pra eu ficar mais um pouco
só pra eu flutuar, ficar solta
só pra eu não ter que ir embora
e voltar ao chão
só pra não ficar só de novo
mas eu vi o sol nascer
ou vou ver ele nascer
vou me perder neste clarão.
e lembrei que quando eu via o sol se pôr
eu queria que ele voltasse
ou que o tempo não passasse
só pra eu ficar mais um pouco
só pra eu flutuar, ficar solta
só pra eu não ter que ir embora
e voltar ao chão
só pra não ficar só de novo
mas eu vi o sol nascer
ou vou ver ele nascer
vou me perder neste clarão.
Fórmula assentimentada (2005)
Quantos centímetros têm o que sentimos?
não tem sentido, o que sentimos não cabe em centímetros
Um sentimento sentido sem consentimento
Um centímetro medido pelo comprimento
Quantos sentimentos têm em um centímetro?
E quantos sentidos têm em um consentimento?
O comprimento contido no desconhecido
É igual ao sentimento escondido em um centímetro
Alguns centímetros equivale a alguns sentidos
Porém um sentimento pode ser sentido
Vivo sentindo os centímetros do meu sentimento diminuído
Conclusão: O que sentimos não tem sentido
não tem sentido, o que sentimos não cabe em centímetros
Um sentimento sentido sem consentimento
Um centímetro medido pelo comprimento
Quantos sentimentos têm em um centímetro?
E quantos sentidos têm em um consentimento?
O comprimento contido no desconhecido
É igual ao sentimento escondido em um centímetro
Alguns centímetros equivale a alguns sentidos
Porém um sentimento pode ser sentido
Vivo sentindo os centímetros do meu sentimento diminuído
Conclusão: O que sentimos não tem sentido
Inacabado
O corpo cansou-se
fadou-se do falso
do sempre bonito
do sempre simpático
resolveu expor-se
contido em seu canto
...
fadou-se do falso
do sempre bonito
do sempre simpático
resolveu expor-se
contido em seu canto
...
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Codinome
Preguei uma peça em mim
tão tola, acabei me enganando na tentativa de ludibriar os outros.
Não reconheci minha identidade falsa
Agora quero sê-la e usá-la como original.
tão tola, acabei me enganando na tentativa de ludibriar os outros.
Não reconheci minha identidade falsa
Agora quero sê-la e usá-la como original.
treze
Era uma vez,duas, três,quatro, cinco, seis,e foram tantas vezesque chegou até o treze;sorte ou azar?
pra saber tem que pagar.
pra saber tem que pagar.
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