Já faz três meses,
ou mais,
mais horas, dias, minutos,
e só agora vim me dar conta.
O desejo de fugir, ir até onde fosse possível
além do possível.
mudar o mundo.
mudar as pessoas.
mudar os fatos.
mudar.
mais um sonho
mudar o que acontece dentro dessa caixa cheia de idéias perdidas
os balões se estouram
um a um, até que já não conseguem carregar o peso do sonho
que cai no chão de onde ele partiu tantas e tantas vezes
e eu me pergunto onde foi parar aquela força?
aquele fôlego novo, ar quente que impulsionava-o para o alto
deve ter ficado naqueles dias em que eu era você e você era eu.
Hoje eu sou eu, e você
quem é você?
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Nó na garganta
Algo me prende aqui dentro
segura meus batimentos
faz meu corpo cárcere
impulsa as pulsasões para algo menos pulsante
bloqueia um ser pensante
me tranca dentro de mim
e minha garganta arranhando
de noite tocando o céu
passa pela faringe e volta
fica parado na goela
durante dias
e passa
passam dias até
novamente se instalar
a garganta a pulsar
mais forte que o coração
sem falar
lendo a revolução, a modernidade
lendo a população, a sagacidade
vendo passar os dias,
frio, calor e agonia
a ponta de uma agulha tocando no canto esquerdo da cabeça
e tudo isso enquanto ele dormia.
segura meus batimentos
faz meu corpo cárcere
impulsa as pulsasões para algo menos pulsante
bloqueia um ser pensante
me tranca dentro de mim
e minha garganta arranhando
de noite tocando o céu
passa pela faringe e volta
fica parado na goela
durante dias
e passa
passam dias até
novamente se instalar
a garganta a pulsar
mais forte que o coração
sem falar
lendo a revolução, a modernidade
lendo a população, a sagacidade
vendo passar os dias,
frio, calor e agonia
a ponta de uma agulha tocando no canto esquerdo da cabeça
e tudo isso enquanto ele dormia.
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