quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Resumo
Como esquecer se dentro de mim ainda mora um dragão/
Um urso, um leão/
Teus olhos de fogo,/
Coração./
Pode não ser mais real/
E nunca ter sido tal/
Encontro sem pressão arterial/
Andando em círculos/
Fugindo do final/
Pula a fogueira,/
Queima a roupa/
Ar não vende na esquina/
Flutuar não determina/
Quem vai cair mais cedo na lama/
Quanta gana você vendeu?/
Muita alma, muito adeus/
E lampejo de tormento/
Cansada, caminhando.../
Sento/
Sinto /
O vento/
Mais suave/
Minhas asas crescem e abrem/
Melhor que flutuar podada/
Pássaro solto na gaiola/
Fria demais, calor demais/
Lá fora, onde correm os lobos/
A grama cresce, tudo acontece/
Quem foi, quem pôs, quem impôs?/
E depois vem me dizer que a questão era.../
A questão era.../
Aquela/
Ah!/
São, quem dera.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
2 anos e algumas coisas
Foi o tempo que mudou
o tempo te transformou no meu desejo
perdido
que eu tinha quando queria
e que eu não queria,
quando tinha
o impossível transforma a vontade em meta
sensibiliza a alma que já havia desistido de tentar
mergulhada em unguentos amargos
que a vida, em suas clemências
mostrou o drama cedo demais
o sofrimento de dentro para fora
e fora só a carcaça
a força pela desgraça
mas frágil como um passarinho
que cai do ninho
e é renegado por quem o chocou
foi a realidade do lado de fora da bolha
foi o tormento, foi.
foi o tempo.
terça-feira, 8 de junho de 2010
Flutuar
Comecei a correr
queria ir além das pernas
sentir o vento, ativar o calcanhar
Aquele de Aquiles, que voa...
Voar, isso, eu só queria voar, mas não como nos meus sonhos
é que nos meus sonhos eu vôo nadando... Sim! Imagine-se numa piscina, imitando um sapo. É isso.
Eu vôo assim, nos meus sonhos, e eu não queria voar assim.
Quero voar com os pés, e só sentir o vento em meu rosto, saber que está tudo passando
e...
tudo passou e eu não fiz nada
as coisas voavam mais rápido que eu, até se eu ficasse parada, sem voar, sem calcanhar nenhum, tudo passaria tão rápido
mas foi aí, foi nessa hora que eu me dei conta: Estou parada - eu percebi.
Havia tropeçado, caído e me encontrava no chão, enquanto todos os outro calcanhares, pés, cabeças, peitos, bundas, coxas e assim por diante passavam diante de mim.
Eu via, era só o que eu conseguia ver, era só o que queriam que eu visse.
Até que flutuou, veio até mim, suavemente, não voava como as outras coisas, deslizava no ar, e ele ria. O ar. De tão leve, e tão suave, lhe fazia cócegas.
Me circundou, me sentiu, me fez até rir, tão leve me tocava, nem sei se me tocava, só sei que eu podia sentir ali.
Fui levantando aos poucos, o ar parecia ter parado pra prestar atenção, já não passava rápido, as coisas... não lembro mais das coisas, de nada passando por mim, não via mais nada, sentia, sentia que eu podia flutuar.
E flutuar não era como voar, não era mesmo, flutuar não requeria grandes esforços, nem competições, era como um circuito invisível dentro da área de vôo.
Fui flutuando, sendo levada, até onde não sabia, se ia parar, se ia olhar, se ia cair.
Flutuava e sentia, flutuando.
queria ir além das pernas
sentir o vento, ativar o calcanhar
Aquele de Aquiles, que voa...
Voar, isso, eu só queria voar, mas não como nos meus sonhos
é que nos meus sonhos eu vôo nadando... Sim! Imagine-se numa piscina, imitando um sapo. É isso.
Eu vôo assim, nos meus sonhos, e eu não queria voar assim.
Quero voar com os pés, e só sentir o vento em meu rosto, saber que está tudo passando
e...
tudo passou e eu não fiz nada
as coisas voavam mais rápido que eu, até se eu ficasse parada, sem voar, sem calcanhar nenhum, tudo passaria tão rápido
mas foi aí, foi nessa hora que eu me dei conta: Estou parada - eu percebi.
Havia tropeçado, caído e me encontrava no chão, enquanto todos os outro calcanhares, pés, cabeças, peitos, bundas, coxas e assim por diante passavam diante de mim.
Eu via, era só o que eu conseguia ver, era só o que queriam que eu visse.
Até que flutuou, veio até mim, suavemente, não voava como as outras coisas, deslizava no ar, e ele ria. O ar. De tão leve, e tão suave, lhe fazia cócegas.
Me circundou, me sentiu, me fez até rir, tão leve me tocava, nem sei se me tocava, só sei que eu podia sentir ali.
Fui levantando aos poucos, o ar parecia ter parado pra prestar atenção, já não passava rápido, as coisas... não lembro mais das coisas, de nada passando por mim, não via mais nada, sentia, sentia que eu podia flutuar.
E flutuar não era como voar, não era mesmo, flutuar não requeria grandes esforços, nem competições, era como um circuito invisível dentro da área de vôo.
Fui flutuando, sendo levada, até onde não sabia, se ia parar, se ia olhar, se ia cair.
Flutuava e sentia, flutuando.
sábado, 5 de dezembro de 2009
Felizberto
Levaram ele embora
e agora eu ouço seus passos
me chamando atrás da porta
olho pros cantos do quarto desejando o enxergar
mas foi levado embora
até alguns dias depois
poder sentir seu cheiro, seu pelo, seus dentes
e poder brincar.
e agora eu ouço seus passos
me chamando atrás da porta
olho pros cantos do quarto desejando o enxergar
mas foi levado embora
até alguns dias depois
poder sentir seu cheiro, seu pelo, seus dentes
e poder brincar.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Eu sou você, você sou eu
Já faz três meses,
ou mais,
mais horas, dias, minutos,
e só agora vim me dar conta.
O desejo de fugir, ir até onde fosse possível
além do possível.
mudar o mundo.
mudar as pessoas.
mudar os fatos.
mudar.
mais um sonho
mudar o que acontece dentro dessa caixa cheia de idéias perdidas
os balões se estouram
um a um, até que já não conseguem carregar o peso do sonho
que cai no chão de onde ele partiu tantas e tantas vezes
e eu me pergunto onde foi parar aquela força?
aquele fôlego novo, ar quente que impulsionava-o para o alto
deve ter ficado naqueles dias em que eu era você e você era eu.
Hoje eu sou eu, e você
quem é você?
ou mais,
mais horas, dias, minutos,
e só agora vim me dar conta.
O desejo de fugir, ir até onde fosse possível
além do possível.
mudar o mundo.
mudar as pessoas.
mudar os fatos.
mudar.
mais um sonho
mudar o que acontece dentro dessa caixa cheia de idéias perdidas
os balões se estouram
um a um, até que já não conseguem carregar o peso do sonho
que cai no chão de onde ele partiu tantas e tantas vezes
e eu me pergunto onde foi parar aquela força?
aquele fôlego novo, ar quente que impulsionava-o para o alto
deve ter ficado naqueles dias em que eu era você e você era eu.
Hoje eu sou eu, e você
quem é você?
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Nó na garganta
Algo me prende aqui dentro
segura meus batimentos
faz meu corpo cárcere
impulsa as pulsasões para algo menos pulsante
bloqueia um ser pensante
me tranca dentro de mim
e minha garganta arranhando
de noite tocando o céu
passa pela faringe e volta
fica parado na goela
durante dias
e passa
passam dias até
novamente se instalar
a garganta a pulsar
mais forte que o coração
sem falar
lendo a revolução, a modernidade
lendo a população, a sagacidade
vendo passar os dias,
frio, calor e agonia
a ponta de uma agulha tocando no canto esquerdo da cabeça
e tudo isso enquanto ele dormia.
segura meus batimentos
faz meu corpo cárcere
impulsa as pulsasões para algo menos pulsante
bloqueia um ser pensante
me tranca dentro de mim
e minha garganta arranhando
de noite tocando o céu
passa pela faringe e volta
fica parado na goela
durante dias
e passa
passam dias até
novamente se instalar
a garganta a pulsar
mais forte que o coração
sem falar
lendo a revolução, a modernidade
lendo a população, a sagacidade
vendo passar os dias,
frio, calor e agonia
a ponta de uma agulha tocando no canto esquerdo da cabeça
e tudo isso enquanto ele dormia.
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