Algo me prende aqui dentro
segura meus batimentos
faz meu corpo cárcere
impulsa as pulsasões para algo menos pulsante
bloqueia um ser pensante
me tranca dentro de mim
e minha garganta arranhando
de noite tocando o céu
passa pela faringe e volta
fica parado na goela
durante dias
e passa
passam dias até
novamente se instalar
a garganta a pulsar
mais forte que o coração
sem falar
lendo a revolução, a modernidade
lendo a população, a sagacidade
vendo passar os dias,
frio, calor e agonia
a ponta de uma agulha tocando no canto esquerdo da cabeça
e tudo isso enquanto ele dormia.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
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