quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Resumo

Como esquecer se dentro de mim ainda mora um dragão/ Um urso, um leão/ Teus olhos de fogo,/ Coração./ Pode não ser mais real/ E nunca ter sido tal/ Encontro sem pressão arterial/ Andando em círculos/ Fugindo do final/ Pula a fogueira,/ Queima a roupa/ Ar não vende na esquina/ Flutuar não determina/ Quem vai cair mais cedo na lama/ Quanta gana você vendeu?/ Muita alma, muito adeus/ E lampejo de tormento/ Cansada, caminhando.../ Sento/ Sinto / O vento/ Mais suave/ Minhas asas crescem e abrem/ Melhor que flutuar podada/ Pássaro solto na gaiola/ Fria demais, calor demais/ Lá fora, onde correm os lobos/ A grama cresce, tudo acontece/ Quem foi, quem pôs, quem impôs?/ E depois vem me dizer que a questão era.../ A questão era.../ Aquela/ Ah!/ São, quem dera.

Um comentário:

Marina Duarte disse...

Que coisa bela, meu bem. Esse tá bem vomitado mesmo, cheio de desejos de libertação, querendo voar.
Cadê, aquetou o coração e não escreveu mais?
Amor tem que alimentar a criatividade também!
Cheiros