quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Não seja!

Nonsense,
sem senso de humor
rumores de nada
sopros invertidos, de dentro pra fora
só o lado de fora respira
nada, nada, nada de niilista
nem um pouco marxista,
nada, nada, nada de bom senso
tudo culpa do incenso que queimou
a fumaça foi fugindo
antes que eu aprendesse a domá-la
pra quê?
dominar não é pretensão
pressão
prisão
porção de eus
meus, seus,
maus,
muito, muito maus
que nem o lobo
que as crianças deixam de crer que existe
mas ele continua ali, para todo o sempre,
atrás da segunda árvore do bosque
aguardando o momento certo de atacar
e são vários deles
milhares, um a cada cinco árvores
ou menos?
menos, menos, mais realidade para os olhos
essa ilusão de visão
alucinação
eu vejo(?)
o padrão
não desejo, ver o que vejo,
ou seja: não seja.

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